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Paisagens Neuronais

OLHAR E DESENHAR 

    Santiago Ramón y Cajal nasceu em 1º de maio de 1852, em Petilla de Aragon, Navarra, e morreu em Madri, em 17 de outubro de 1934. Estudou medicina e foi professor de anatomia e histologia nas universidade de Valencia, Barcelona e Madri. Sua estréia no mundo da neurociência provocou uma mudança radical, com as descobertas e contribuições para o conhecimento da estrutura do sistema nervoso, a partir de sua interpretação correta das imagens microscópicas obtidas com o método da reação negra, de Camillo Golgi (1843-1926), e outros métodos por ele criados. A importância de Cajal para a ciência e a cultura na Espanha é demonstrada através da publicação de diversos artigos e livros de grande relevância no campo da neurociência, recebendo prêmios e títulos importantes, como o Prêmio de Moscou (1900) e a Medalha de Ouro de Helmholt (1905), Além de publicar obras não científicas, como Cuentos de vacaciones (1905), e fundar a Revista trimestral de histología normal y patológica e a Revista trimestral micrográfica (1888 e 1896), foi o pioneiro no desenvolvimento da fotografia colorida, com La fotografía de los colores. Fundamentos científicos y reglas prácticas (1912). Entre as várias instituições que dirigiu, foi o primeiro presidente da Junta para la Ampliación de Estudios, fundada em 1907 com o objetivo de impulsionar a ciência, a cultura e a educação na Espanha.

    A engenhosidade de Cajal consistia na extraordinária capacidade de observar e interpretar as imagens microscópicas. Seus estudos sobre microanatomia do sistema nervoso, as observações sobre degeneração e regeneração e as teorias sobre a função, desenvolvimento e plasticidade do sistema nervoso influenciaram profundamente os cientistas da época. Numerosos pesquisadores seguiram seus caminhos, comprovando e ampliando suas teorias em paraticamente todos os campos da neurociência.  

OLHAR E FOTOGRAFAR

    A ciência avançou de maneira espetacular nas últimas décadas, o que permitiu o estudo do cérebro a partir de vários ângulos - morfológico, molecular, fisiológico e genético -, ainda que só tenhamos  começado a desvendar alguns dos seus mistérios. Um desses enigmas é a organização da rede neuronal que constitui o cérebro e serviu de inspiração para esta exposição.

    Algumas das novas técnicas consistem em marcar os neurônios e seus prolongamentos com várias cores, para distingui-los no miscrocópio. Um maravilhoso mundo neuronal de múltiplas cores - as "borboletas da alma", como Cajal chamava as células piramidais do córtex cerebral, "cujo bater de asas quem sabe esclarecerá, algum dia, o segredo da vida mental".

    O estudo do sistema nervoso é importante não apenas por sua função e relação com numerosas patologias, como o mal de Alzheimer ou a esquizofrenia, mas, sobretudo pela beleza das imagens obtidas com os métodos de coloração tradicionais e modernos para revelar a estrutura do cérebro.

    As fotografias expostas foram enviadas por laboratórios de neurociência de todo o mundo e são acompanhadas por textos especialmente criados por pintores, escritores, filósofos e intelectuais.

 

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