De
que é feita uma biblioteca? Alguns dirão que é da reunião de materiais
bibliográficos para consulta, como livros, periódicos, teses e dissertações, em
um prédio bem charmoso. Outros afirmarão que uma biblioteca do século XXI é
tecnológica, acima de tudo, e a informação nela se dará por meio de blu-rays, livros
digitais, tablets e pelo acesso à internet num edifício inteligente. Há, ainda,
os que preferem a virtualidade: não lhes interessa uma unidade de informação
tangível que ocupe espaço fora da nuvem. Todos eles, porém, esquecem-se do
material mais importante para caracterizar uma biblioteca: ela é feita,
imprescindivelmente, de pessoas. Das que prestarão serviços e orientarão buscas
ao acervo (físico ou virtual) e também daquelas que usufruirão desses serviços
e orientações. Aliás, a biblioteca é um lugar de pessoas que buscam. Buscamos
guerra e paz, amor, comida, sossego, curas, informação, respostas...
A busca
é uma necessidade humana e vontade bem-vinda em qualquer biblioteca.
Aqui no Imagem
UFRJ oferecemos uma exposição que é feita de bibliotecas e, portanto, de pessoas. No mês do bibliotecário, e mais especificamente no seu dia,
12 de março, parabenizamos todos os que buscam... e, para ajudá-los nessa
empreitada, decidimos que a primeira imagem de nossa exposição deveria
iluminá-los.
O último a sair, por favor, não apague a luz.
A obra de Cândido Portinari, grande parte dela revelando um cunho social, apresenta um artista que manipulou as tintas para mostrar as angústias, os sofrimentos e a cultura popular do povo brasileiro. E as mesmas tintas que mostraram ao mundo a genialidade do artista também o tiraram de nós.
Em 2013 Portinari completaria 110 anos e o Imagem UFRJ homenageia o artista com uma releitura de algumas de suas obras feitas por jovens integrantes do Clube dos Descobridores, um espaço de criação e troca de conhecimentos, localizado na Casa da Ciência da UFRJ.
Personalidades marcantes de nossa história. Pessoas ilustres que aprendemos a admirar pelo que representam. Personagens e máscaras que se revelam ao mundo externo. Podemos descrever todas as características anteriores como "Persona". Além disso, "Persona" é também uma seção do Jornal da UFRJ que dá nome a nossa nova exposição.
Aqui o visitante terá acesso a algumas das ilustrações que desde 2005 compõem o espaço que permite ao leitor do jornal resgatar um pouco da história brasileira e mundial através de um notável representante.
A amamentação é arte, cultura, ciência... nos seres humanos o aleitamento materno não é instintivo ou inato, e sim uma cultura que precisa ser reconquistada.
Corpo e movimento, a dança está presente em diversas experiências da universidade. Veja um pouco do trabalho da Cia de Dança Contemporânea Helenita Sá Earp/UFRJ e da Cia Folclórica do Rio/UFRJ.
Presenças insuspeitas, elas ajudam a humanizar com beleza um campus não raro ao convívio.
A fotografia é uma arte, e em arte, o que faz a diferença são os detalhes. Através das imagens desta exposição, os fotógrafos da UFRJ captam o que a pressa nos impediu de ver, o que a recorrência escondeu, o que a nossa sensibilidade deixou de perceber.
Transitar entre mundos, construir insólitas pontes entre culturas e combinar linguagens parece ser a vocação do jazz...
"No dia 9 de abril de 1947, às 14 horas no salão nobre da Faculdade Nacional de Medicina, foi empossado o novo Diretor da Faculdade Nacional de Fármacia, tendo esta entrado no gozo pleno de sua autonomia como unidade universitária."
Trecho da ata de posse do primeiro diretor da Faculdade de Farmácia da UFRJ, professor Mário Taveira.
"O que se faz ou sucede todos os dias; diário" - essa é a definição do substantivo masculino Cotidiano, segundo o Dicionário Aurélio. Nesta exposição, intitulada com o mesmo nome, você poderá visualizar por meio das 15 fotografias, detalhes do dia-a-dia de uma das maiores universidades do país, a UFRJ.
Entre e confira.
Carlos Zilio, artista plástico e professor da Escola de Belas Artes (EBA) da UFRJ, nos mostra como característica central do seu trabalho o fato de se "autopensar" de modo ininterrupto - da arte engajada dos anos 1960, quando lidava com a criação de objetos, transitou para o suporte por excelência da tradição artística: a pintura.
A Casa da Ciência da UFRJ expõe, de 09 de janeiro a 15 de fevereiro de 2009, 50 imagens inéditas e 20 fac-símiles que mostram a estrutura e o funcionamento do cérebro. A exposição Paisagens Neuronais traça a trajetória do conhecimento sobre o sistema nervoso do início do século XX até hoje. Por meio de técnicas de coloração, as "paisagens" ganham efeitos visuais de cor e luz que permitem a relação da ciência com a arte, principalmente a pintura abstrata.
A ciência observa a realidade para compreendê-la. No entanto, objetos fundamentais nem sempre podem ser vistos a olho nu. Em 1906, foi concedido o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina a Santiago Ramón y Cajal, por suas descobertas sobre a estrutura básica do sistema nervoso, através do microscópio. Ainda hioje utilizamos sua metodologia: olhar e desenhar, olhar e fotografar, olhar e interpretar...
Mas os avanços da ciência oferecem novas técnicas para visualizar as complexas micropaisagens neuronais que formam a base da nossa inteligência. Em Paisagens Neuronais, 50 imagens de investigação científica de vanguarda ilustram a evolução do conhecimento do sistema nervoso, desde os tempos de Cajal, comparando-as a 20 fac-símiles de desenhos realizados por ele e seus discípulos. Confira a bibliografia no site www.casadaciencia.ufrj.br
Os desenhos de Santiago Ramón y Cajal e outros pioneiros em neurociências possuem extraordinária importância não apenas por sua beleza e valor artístico, mas também por serem cópias fidedignas de preparações histológicas que mostram a microorganização do sistema nervoso, como um mapa que contém as conexões dos neurônios e os caminhos dos impulsos nervosos.
Tu és / Divina e graciosa / Estátua majestosa / Do amor / (...)
Os versos de A rosa, valsa composta por Pixinguinha, com letra de Otávio de Souza, nos fazem pensar em Pigmaleão que, apaixonado, clama à Afrodite, deusa do amor, por um sopro de vida em sua mais bela criação, a escultura Galatéia. As estátuas têm esse poder, apaixonar aqueles que as vislumbram em sua essência.
No mês da primavera a UFRJ completa 89 anos. Aqui no Imagem, além das fotos que mostrarão como a universidade vai comemorar a data, teremos o registro das pessoas e unidades que contam um pouco da história da instituição. Tudo através das lentes de nossos fotógrafos.
Ingressar em um curso universitário pode representar um rito de passagem; é o caminho que levará o adolescente à fase adulta. Um momento a ser celebrado. Para não esquecermos nossas raízes indígenas, pintamos nossos corpos em comemoração a essa etapa de nossas vidas, homenageando aqueles que nos precederam e nos originaram, marcando com cores fortes nossa cultura.
Em outubro duas importantes atividades se iniciam na Universidade Federal do Rio de Janeiro, tornando-a ainda mais dinâmica. Para os que buscam vaga na instituição, haverá o início das inscrições para acesso aos cursos de graduação. Já aqueles que fazem parte do corpo discente terão a possibilidade de participar da XXXI Jornada Giulio Massarani de Iniciação Científica, Artística e Cultural (JIC 2009). O Imagem UFRJ direcionará as lentes das câmeras fotográficas para esses e outros eventos, como não poderia deixar de ser.
O espaço da Ilustração no Jornal da UFRJ
Desde sua primeira edição, em julho de 2004, o Jornal da UFRJ sempre deu destaque ao trabalho de ilustradores como complemento fundamental a seu conteúdo, seja crítico, explicativo ou simplesmente estético. Essa é uma tradição que vem dos primórdios da imprensa no Ocidente, onde as ilustrações sempre ocuparam páginas de jornais, revistas e panfletos. São expressões visuais das informações que acompanham análises de conjuntura, entrevistas, perfis de personalidades, crônicas e artigos. A ilustração deve exercer uma "coautoria", e não a simples redundância, enriquecendo a leitura e estimulando a reflexão do leitor.
O Imagem UFRJ traz mais uma exposição mensal sobre a nossa universidade. Nela os diferentes olhares de nossos fotógrafos revelam o quão diversa pode ser nossa instituição.
William Santos é um fotógrafo da ternura. É isso que nos vem à mente quando percorremos as fotos que compõem esta exposição. Não apenas da ternura como uma expressão suave do afeto às pessoas numa romântica ou idílica visão de mundo. Não, ternura pela eleição de olhares significantes de crianças indígenas, que nos fazem indagar o que é feito à infância de seus povos. É uma indagação indizível, se descrita pela voz dos descobridores, dos colonizadores. Mas, se a toda descoberta pressupõe-se um descobridor e um descoberto, quem dos que se entreolham através destas fotos se fará descobrir? A exposição é um convite a um encontro de vidas, sem nenhuma pretensão "antropologizante". São imagens extraídas do cotidiano de aldeias indígenas que ternamente nos capturam o olhar.